Porque comecei a fumar Cachimbo

Aqui, uma pequena crônica sobre o que me levou a tomar os primeiros contatos com sua excelência, o Cachimbo, e porque me sinto gratificado pela audácia…

Como diria o poeta: ‘A vida é uma caixinha de surpresas’, ao que o filósofo Murphy responderia: ‘Cuspiu pra cima, cai na própria cabeça’.

Nunca gostei de cigarros e sempre fui contra fumar. Sempre que possível, tecia o meu comentário antitabagismo, expondo os pontos negativos do fumo e encorajando os amigos a não fumar.

Em minha defesa: continuo desgostando do cigarro, e não pretendo me dedicar a esse, chamado, prazer.

Porém, agora que, conforme me dizem os amigos, tenho mais passado do que futuro, aprendi (melhor, estou aprendendo) que existe uma pequena, porém crucial, diferença entre ‘FUMO’ e TABACO’, mais exatamente entre o fumo usado nos cigarros em geral, e o tabaco usado nos cachimbos, que possuem os mais variados tipos e blends. E isso me fez repensar alguns valores que tinha como absolutos…

Mas como cheguei lá?

Bom, foi meio que casual, espontâneo e imediato. Eu sou uma das milhares de pessoas que têm o chamado Mal do Século: Ansiedade. Mas não apenas ansiedade, uma tremenda ansiedade, que atingiu o seu pico máximo, conhecido como Síndrome do Pânico, Agorafobia. Pois é, depois de velho, fui ficando metido a besta. Passei a conviver com os amigos chamados Paroxetina, Fluoxetina, Clonazepam, Venlafaxina e outras inas.

Mas, além desses companheiros, atividades físicas e intelectuais ajudam no controle dessa ‘fobia’. Como eu estou em forma, afinal redondo também é uma forma, as atividades físicas não podem ser exageradas, vou com calma, por isso me dedico muito à leitura dos mais diversos assuntos e à musica, seja ouvindo ou tocando na minha banda, o bom e velho Pop Rock e Blues. Até mesmo esse Blog, eu desenvolvi com o intuito de escrever sobre os assuntos que leio, de forma a dar vazão aos sentimentos, uma espécie de cartase (é uma palavra utilizada em diversos contextos, como a tragédia, a medicina ou a psicanálise, que significa “purificação”, “evacuação” ou “purgação”).

Mas, sentia a falta de algo para me acompanhar na musica e na leitura. O que poderia ser? Foi aí que, de repente veio a ideia de fazer do cachimbo, um parceiro de leitura e escrita. Lembrei-me de uma antiga leitura, sobre a arte de fumar cachimbo, do seu ritual e de quão prazeroso diziam ser e, principalmente, sobre a enorme diferença entre o cigarro e o cachimbo.  Fui à pesquisa e tomei maiores informações sobre sua excelência, o Cachimbo, e me tornei um de seus adeptos.

O primeiro site que encontrei a respeito foi, exatamente, o da CAC, Confraria dos Amigos do Cachimbo, da qual agora faço parte. Os textos apresentados são excelentes, tão bons que fiz um manual do cachimbador iniciante com eles, e sempre que possível, o estou folhando. Um grupo de confrades amigos, sempre dispostos a compartilhar suas experiências e sabedoria. Tenho muito a aprender com eles.

A tranquilidade encontrada no ritual de se acender um cachimbo era exatamente o que estava faltando nos meus momentos de lazer.

Escolher o cachimbo ideal, o tabaco e o blend ideaisl, encher o fornilho, acender o cachimbo, cachimbar, degustar o sabor, ouvir a musica, ler um livro ou, até mesmo, escrever um texto (como essa crônica, por exemplo), não tem nada igual.

Ainda sou um novato, tenho muito a aprender na nobre arte, mas esse aprendizado também faz parte do ritual do cachimbeiro apaixonado, e é igualmente, um grande relax, assim como a criação da minha pequena coleção de cachimbos, conhecendo os fabricantes, as madeiras, catalogando as minhas novas aquisições e, é claro, experimentando todos eles!

Começo a minha coleção com os cachimbos comemorativos da CAC, de 2002 até 2011.

Em tempo, trabalho com Tecnologia da Informação, mais especificamente com Business Intelligence e Data Warehouse, e podem estar certos de que o meu pequeno problema de ansiedade não atrapalha, de forma nenhuma, minhas atividades profissionais… Vai que tem algum cliente lendo… Não se preocupem que eu trabalho direitinho, ainda não preciso ser internado… Acho!

Boas cachimbadas a todos.

6 Comentários

Arquivado em Cachimbos, Charutos e Tabaco

6 Respostas para “Porque comecei a fumar Cachimbo

  1. Avatar de Juliana Lorenzi Lima Juliana Lorenzi Lima

    Boa Pai.
    Só falta começar a tomar umas cachaças com os filhos!!!

  2. Bom texto. Acho que vou cachimbar com meu pai. É um exercício quase tribal eu diria.

  3. kkkk, belo texto. Também sofro de ansiedade, mas tenho certeza que o cachimbo não me seria benéfico nesse momento kk

  4. Muito bom o texto, também sou iniciante no mundo do cachimbo, mas sinto um grande prazer no ritual da cachimbada, é um momento de reflexão e contemplação. Parabéns pelo texto.
    Só uma pergunta, onde encontro esse “manual do cachimbador iniciante” que você fez, eu queria muito ler.

    http://freudarte.blogspot.com.br/

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