Arquivo do mês: julho 2024

Sentença inusitada de um juiz, poeta e realista

Concedeu liberdade provisória a um sujeito preso em flagrante por ter furtado duas galinhas.

Esta aconteceu em Minas Gerais (Carmo da Cachoeira). O juiz Ronaldo Tovani, 31 anos, substituto da comarca de Varginha, ex-promotor de justiça, concedeu liberdade provisória a um sujeito preso em flagrante por ter furtado duas galinhas e ter perguntado ao delegado: “desde quando furto é crime neste Brasil de bandidos?” O magistrado lavrou então sua sentença em versos:

No dia cinco de outubro,
Do ano ainda fluente
Em Carmo da Cachoeira Terra de boa gente
Ocorreu um fato inédito
Que me deixou descontente.
O jovem Alceu da Costa
Conhecido por “Rolinha”
Aproveitando a madrugada
Resolveu sair da linha
Subtraindo de outrem
Duas saborosas galinhas.
Apanhando um saco plástico
Que ali mesmo encontrou
O agente muito esperto
Escondeu o que furtou
Deixando o local do crime
Da maneira como entrou.
O senhor Gabriel Osório
Homem de muito tato
Notando que havia sido
A vítima do grave ato
Procurou a autoridade
Para relatar-lhe o fato.
Ante a notícia do crime
A polícia diligente
Tomou as dores de Osório
E formou seu contingente
Um cabo e dois soldados
E quem sabe até um tenente.
Assim é que o aparato
Da Polícia Militar
Atendendo a ordem expressa
Do Delegado titular
Não pensou em outra coisa
Senão em capturar.
E depois de algum trabalho
O larápio foi encontrado
Num bar foi capturado
Não esboçou reação
Sendo conduzido então
À frente do Delegado.
Perguntado pelo furto
Que havia cometido
Respondeu Alceu da Costa
Bastante extrovertido
Desde quando furto é crime
Neste Brasil de bandidos?
Ante tão forte argumento
Calou-se o delegado
Mas por dever do seu cargo
O flagrante foi lavrado
Recolhendo à cadeia
Aquele pobre coitado.
E hoje passado um mês
De ocorrida a prisão
Chega-me às mãos o inquérito
Que me parte o coração
Solto ou deixo preso
Esse mísero ladrão?
Soltá-lo é decisão
Que a nossa lei refuta
Pois todos sabem que a lei
É prá pobre, preto e puta…
Por isso peço a Deus
Que norteie minha conduta.
É muito justa a lição
Do pai destas Alterosas.
Não deve ficar na prisão
Quem furtou duas penosas,
Se lá também não estão presos
Pessoas bem mais charmosas.
Afinal não é tão grave
Aquilo que Alceu fez
Pois nunca foi do governo
Nem sequestrou o Martinez
E muito menos do gás
Participou alguma vez.
Desta forma é que concedo
A esse homem da simplória
Com base no CPP
Liberdade provisória
Para que volte para casa
E passe a viver na glória.
Se virar homem honesto
E sair dessa sua trilha
Permaneça em Cachoeira
Ao lado de sua família
Devendo, se ao contrário,
Mudar-se para Brasília.

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Livro de Urântia III

Parte I: O Universo Central e os Superuniversos

O Pai Universal

1. Introdução

  • Natureza de Deus: Descrito como a Primeira Fonte e Centro de toda a criação, Deus é eterno, infinito e perfeito. Ele é a personificação do amor, a realidade de toda a existência.
  • Relação com o Universo: Deus é onipresente, onipotente e onisciente. Sua presença permeia todos os níveis de realidade, e ele mantém uma relação pessoal com cada ser.

2. A Trindade do Paraíso

  • Composição: A Trindade é formada pelo Pai Universal, o Filho Eterno e o Espírito Infinito.
  • Funções: Cada membro desempenha papéis específicos no governo do universo. O Pai é a origem de todas as coisas, o Filho revela Deus aos universos e o Espírito Infinito age como um operador divino.

3. A Ilha do Paraíso

  • Descrição: O Paraíso é a morada eterna de Deus e a sede central do universo. É uma realidade física, localizada no centro de todas as coisas.
  • Características: Não é uma esfera, mas uma área elíptica plana. Serve como a fonte da energia e a localização do controle de gravidade para todo o universo.

4. Os Superuniversos

  • Organização: Existem sete superuniversos no grande universo, cada um composto por milhões de universos locais.
  • Administração: Cada superuniverso é governado por três Anciões dos Dias, que são personalidades eternas e sábias, responsáveis por manter a justiça e a ordem.

5. O Universo Central de Havona

  • Estrutura: Havona é o universo central e divino, composto por um bilhão de mundos perfeitos e eternos.
  • Função: Serve como a morada final das criaturas ascendentes e como uma escola de aprendizado para os seres do tempo e espaço. É o modelo de perfeição para os universos evolucionários.

6. Filhos Criadores e Universos Locais

  • Michael de Nébadon: Cada universo local é governado por um Filho Criador do tipo Michael. Nosso universo local, Nébadon, é governado por Cristo Michael (Jesus de Nazaré).
  • Criação e Administração: Esses Filhos Criadores são responsáveis pela criação dos planetas habitados e pela administração dos seus universos.

7. Espíritos Mestres e Reflexivos

  • Espíritos Mestres: Sete Espíritos Mestres representam a Trindade para os superuniversos. Cada um deles influencia um superuniverso específico.
  • Espíritos Reflexivos: Facilitam a comunicação entre o Paraíso e os universos locais, refletindo perfeitamente as informações necessárias.

8. Estudantes do Universo e Administração Espiritual

  • Estudantes do Universo: Compreendem seres ascendentes e descendentes que aprendem e servem em várias capacidades.
  • Hierarquia Espiritual: Inclui uma vasta gama de seres espirituais como anjos, serafins e mensageiros solitários, cada um desempenhando funções específicas na administração e no serviço universal.

9. Ajustadores do Pensamento

  • Natureza: Os Ajustadores do Pensamento são fragmentos do Pai Universal, habitando a mente dos seres humanos.
  • Função: Guiam os seres humanos na tomada de decisões morais e espirituais, ajudando-os a alcançar a perfeição divina.

10. A Ascensão ao Paraíso

  • Processo de Ascensão: Os mortais que atingem a vida eterna começam sua jornada no universo local, progredindo através de diversos níveis de existência até alcançar Havona e, finalmente, o Paraíso.
  • Objetivo Final: Tornar-se perfeitos como Deus é perfeito, vivendo eternamente em serviço e comunhão com a Deidade.

Conclusão:

A Parte I do Livro de Urântia fornece uma visão abrangente e detalhada da estrutura e da administração do universo. Ele explora a natureza de Deus, a organização dos universos e os diversos seres que desempenham papéis críticos na manutenção e evolução da criação. Essa seção estabelece uma base teológica e cosmológica para o restante do livro, incentivando uma compreensão profunda e reverente da vastidão e complexidade do universo.

1.1. O Pai Universal: Uma Descrição Detalhada

1. A Identidade do Pai Universal:

  • Primeira Fonte e Centro: O Pai Universal é descrito como a Primeira Fonte e Centro de toda a criação. Ele é a origem de todas as coisas e seres, a fonte de toda a realidade, tanto material quanto espiritual.
  • Natureza Infinita e Eterna: Deus é eterno, infinito, imutável e perfeito. Ele é a personificação do amor divino e da verdade absoluta.

2. A Personalidade de Deus:

  • Deidade Pessoal: O Pai Universal é uma personalidade divina e, como tal, pode se relacionar pessoalmente com todas as suas criaturas. Ele possui atributos como consciência, vontade e propósito.
  • Relação com as Criaturas: Deus estabelece uma relação direta e íntima com cada ser humano através dos Ajustadores do Pensamento, fragmentos divinos que habitam a mente das pessoas.

3. A Natureza e Atributos de Deus:

  • Onipotência: O Pai Universal é todo-poderoso. Ele controla e mantém o equilíbrio de todas as coisas através de sua força e energia infinitas.
  • Onipresença: Deus está presente em toda parte, em todos os níveis de realidade. Sua presença espiritual permeia o universo.
  • Onisciência: Ele é onisciente, conhecendo tudo, desde o mais ínfimo detalhe até o maior evento cósmico. Nada está oculto aos olhos de Deus.
  • Amor: O amor é a essência central do caráter de Deus. Ele ama todas as suas criaturas incondicionalmente e deseja o bem-estar de todos.

4. A Trindade do Paraíso:

  • Membros da Trindade: A Trindade é composta pelo Pai Universal, o Filho Eterno e o Espírito Infinito.
  • Funções da Trindade: O Pai Universal origina e sustenta a criação, o Filho Eterno revela Deus às criaturas e o Espírito Infinito opera como a ação divina e a execução do plano divino.

5. O Relacionamento com o Universo:

  • Criação e Sustentação: O Pai Universal é o criador de todos os universos e de todos os seres. Ele sustenta a criação através de sua presença e poder contínuos.
  • Governança: Ele governa através da sua justiça e misericórdia, garantindo a ordem e o progresso dos universos.
  • Revelação: Deus se revela às suas criaturas de várias maneiras, principalmente através dos Ajustadores do Pensamento e das manifestações divinas, como os Filhos Criadores.

6. A Vontade Divina:

  • Propósito Divino: O propósito de Deus é criar seres com capacidade de escolher, crescer e alcançar a perfeição. Ele deseja que todas as suas criaturas se tornem perfeitas como ele é perfeito.
  • Livre Arbítrio: Deus respeita o livre arbítrio das suas criaturas. Ele deseja que todos escolham livremente amá-lo e seguir seu caminho.

7. Ajustadores do Pensamento:

  • Natureza dos Ajustadores: São fragmentos do Pai Universal que habitam a mente dos seres humanos, guiando-os espiritualmente.
  • Função dos Ajustadores: Eles ajudam as pessoas a fazer escolhas morais e espirituais, preparando-as para a vida eterna e para a ascensão ao Paraíso.

8. O Pai Universal e a Ascensão:

  • – Destino das Criaturas: O objetivo final dos seres humanos é alcançar a perfeição e a união com Deus no Paraíso.
  • – Processo de Ascensão: A jornada de ascensão envolve progressão espiritual através de múltiplos níveis de existência, desde os universos locais até Havona e, finalmente, o Paraíso.

Conclusão:

O Pai Universal, conforme descrito no Livro de Urântia, é a essência central de toda a realidade, a fonte de toda a criação e a personificação do amor divino. Sua natureza infinita, onipotente e onisciente, junto com sua presença pessoal e íntima nas vidas das suas criaturas, estabelece uma relação profunda e significativa entre Deus e a humanidade. O Pai Universal deseja que todas as suas criaturas alcancem a perfeição divina e a união eterna com ele, guiando-as através de seu amor e sabedoria infinita.

1.1.1. A Identidade do Pai Universal

1. Primeira Fonte e Centro:

  • Origem de Toda a Criação: O Pai Universal é a Primeira Fonte e Centro de toda a realidade. Ele é a origem absoluta de todas as coisas e seres, materiais e espirituais, que existem no universo.
  • Fundamento de Tudo: Toda a existência, energia, mente, espírito e personalidade emanam dele. Ele é a base de toda a criação, sendo a causa primordial e o sustentador eterno do cosmos.

2. Natureza Eterna e Infinita:

  • Eternidade: O Pai Universal não tem começo nem fim. Ele é eterno, existindo antes de qualquer coisa criada. Sua existência é infinita no tempo, sem início nem conclusão.
  • Infinidade: Deus é infinito em todos os seus atributos e capacidades. Sua presença, conhecimento e poder não têm limites. Ele transcende todas as limitações de espaço e tempo.

3. Deidade Pessoal:

  • Personalidade Divina: Apesar de sua infinidade e eternidade, o Pai Universal é uma personalidade real e acessível. Ele possui uma identidade consciente, com vontade, propósito e autopercepção.
  • Relacionamento Pessoal: Deus não é uma força impessoal ou uma abstração. Ele se relaciona pessoalmente com cada uma de suas criaturas. Ele conhece cada indivíduo intimamente e deseja estabelecer uma relação amorosa e pessoal com todos.

4. Atributos Divinos:

  • Onipotência: O Pai Universal é todo-poderoso. Ele possui controle absoluto sobre toda a energia e matéria no universo. Seu poder é ilimitado e supremo.
  • Onipresença: Deus está presente em todos os lugares ao mesmo tempo. Sua presença espiritual permeia todas as partes do universo, mantendo uma conexão contínua com sua criação.
  • Onisciência: Ele é todo-sábio e tudo sabe. Deus possui conhecimento perfeito e completo de todas as coisas, passadas, presentes e futuras. Nada está oculto aos seus olhos.
  • Amor: O amor é a essência central de Deus. Ele ama todas as suas criaturas incondicionalmente e deseja o bem-estar e a felicidade de todos. Seu amor é altruísta e abrangente.

5. Relação com a Trindade:

  • Primeiro Membro da Trindade: O Pai Universal é o primeiro membro da Trindade do Paraíso, que também inclui o Filho Eterno e o Espírito Infinito. Juntos, eles formam a Deidade Trina, que governa e sustenta o universo.
  • Funções Complementares: Cada membro da Trindade desempenha funções específicas no plano divino. O Pai é a origem de todas as coisas, o Filho revela Deus às criaturas, e o Espírito Infinito opera como agente executor da vontade divina.

6. Criação e Sustentação:

  • Criador Supremo: O Pai Universal é o criador de todos os universos e de todos os seres neles contidos. Ele iniciou a criação e continua a sustentá-la através de sua vontade e poder.
  • Sustentador Eterno: Deus não apenas cria, mas também mantém e sustenta tudo o que existe. Sua presença contínua garante a ordem e a harmonia do cosmos.

7. Revelação de Deus:

  • Autorrevelação: Deus se revela às suas criaturas de várias maneiras. Ele se faz conhecido através das manifestações divinas, como os Ajustadores do Pensamento e os Filhos Criadores, que encarnam a sua vontade e personalidade.
  • Ajustadores do Pensamento: São fragmentos do Pai Universal que habitam a mente dos seres humanos, guiando-os espiritualmente e ajudando-os a tomar decisões morais e espirituais.

8. Objetivo Divino:

  • Ascensão e Perfeição: O objetivo final de Deus para suas criaturas é que elas alcancem a perfeição e a união com Ele no Paraíso. Ele deseja que todos os seres humanos se tornem perfeitos, como Ele é perfeito.
  • Livre Arbítrio: Deus respeita o livre arbítrio de suas criaturas, permitindo que escolham livremente amá-lo e segui-lo. Ele valoriza a escolha voluntária e consciente do amor e da devoção.

Conclusão:

A identidade do Pai Universal, conforme descrita no Livro de Urântia, é de um ser supremo, eterno e infinito, que é a origem de toda a criação. Ele é uma personalidade divina que se relaciona pessoalmente com cada uma de suas criaturas, possuindo atributos como onipotência, onipresença, onisciência e amor absoluto. Deus é tanto o criador quanto o sustentador do universo, revelando-se através de vários meios e guiando suas criaturas em direção à perfeição e união eterna com Ele.

1.1.2. A Personalidade de Deus no Livro de Urântia

1. Personalidade Divina:

  • Natureza da Personalidade: A personalidade de Deus é central e fundamental na descrição do Pai Universal. Deus é uma personalidade real e concreta, e não uma força impessoal ou uma mera abstração. Ele possui consciência, inteligência, e vontade, o que lhe permite estabelecer relações pessoais e conscientes com suas criaturas.
  • Autoconsciência: Deus é autoconsciente e tem plena percepção de sua própria existência e identidade. Ele é plenamente consciente de suas ações, intenções e propósitos.

2. Atributos da Personalidade de Deus:

  • Amor e Benevolência: O amor é o atributo mais característico da personalidade de Deus. Ele ama todas as suas criaturas de maneira infinita e incondicional. Seu amor é altruísta e abrange todas as dimensões da existência.
  • Justiça e Misericórdia: Deus é justo e equânime. Ele aplica a justiça de maneira imparcial, mas também é misericordioso, sempre disposto a perdoar e a oferecer novas oportunidades para o crescimento espiritual.
  • Sabedoria e Conhecimento: A personalidade de Deus é onisciente, possuindo conhecimento completo e perfeito de todas as coisas. Ele é infinitamente sábio e sua sabedoria é aplicada em todas as suas ações e decisões.

3. Relacionamento com as Criaturas:

  • Interação Pessoal: Deus se relaciona pessoalmente com cada uma de suas criaturas. Ele conhece cada ser individualmente e se preocupa com o bem-estar e a felicidade de todos.
  • Ajustadores do Pensamento: Deus habita a mente dos seres humanos através dos Ajustadores do Pensamento, fragmentos de sua própria essência divina. Esses Ajustadores guiam e orientam as pessoas em suas decisões morais e espirituais.
  • Comunhão e Adoração: A personalidade de Deus permite que as criaturas estabeleçam uma comunhão íntima e direta com Ele. A adoração é a resposta natural das criaturas à grandeza e ao amor de Deus.

4. Personalidade e Trindade:

  • Pai da Trindade: O Pai Universal é a personalidade primária da Trindade do Paraíso, que inclui também o Filho Eterno e o Espírito Infinito. A Trindade representa a união das três personalidades divinas em uma única Deidade.
  • Relação com o Filho e o Espírito: O Pai Universal compartilha uma relação de colaboração e coesão com o Filho Eterno e o Espírito Infinito. Cada membro da Trindade desempenha papéis complementares no governo e na sustentação do universo.

5. Manifestação da Personalidade de Deus:

  • Revelação através de Jesus: A vida de Jesus de Nazaré, considerado a encarnação de Cristo Michael, é uma revelação direta da personalidade de Deus. Através de Jesus, Deus se fez conhecido de maneira tangível e compreensível para a humanidade.
  • – Revelação nas Escrituras e na Natureza: Deus também se revela através das escrituras sagradas e da natureza. A criação é um reflexo da sua personalidade, demonstrando sua ordem, beleza e propósito.

6. Livre Arbítrio e Responsabilidade Moral:

  • Valor do Livre Arbítrio: Deus valoriza o livre arbítrio das suas criaturas. Ele permite que todos escolham livremente seu próprio caminho, incentivando a tomada de decisões conscientes e responsáveis.
  • Responsabilidade Moral: A personalidade de Deus é uma fonte de padrões morais e éticos. Ele espera que suas criaturas vivam de acordo com esses padrões, refletindo sua bondade, justiça e amor em suas próprias vidas.

7. O Objetivo da Personalidade de Deus:

  • Ascensão e Perfeição das Criaturas: O objetivo último de Deus é que suas criaturas ascendam a níveis superiores de existência, alcançando a perfeição divina. Ele deseja que todos se tornem perfeitos, como Ele é perfeito.
  • União Eterna com Deus: A jornada espiritual culmina na união eterna com Deus no Paraíso. Essa união é a realização máxima do potencial espiritual das criaturas, permitindo-lhes viver em comunhão plena com a Deidade.

Conclusão:

A personalidade de Deus, conforme descrita no Livro de Urântia, é uma combinação perfeita de amor, justiça, sabedoria e poder. Ele é uma personalidade real e acessível, capaz de interagir pessoalmente com cada uma de suas criaturas. Deus se revela de várias maneiras, buscando sempre guiar suas criaturas em direção à perfeição e à união eterna com Ele. Essa compreensão de Deus como uma personalidade amorosa e justa oferece uma base sólida para a fé e a espiritualidade dos seres humanos.

By Lito

Continua….

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Lito Contos…

Sherlock Holmes e o Mistério do Cachimbo em Forma de Caveira – Parte 2

De volta ao 221B Baker Street, Holmes estava pensativo, encarando o cachimbo em forma de caveira que repousava sobre a mesa. Watson servia chá, enquanto você ainda refletia sobre os acontecimentos do dia e, ao mesmo tempo, observava o grande amigo Sherlock Holmes.

— Holmes, você disse, vou levar o cachimbo para a outra sala, você está me deixando preocupado com seu olhar penetrante. Dito isso, levantei-me e levei o cachimbo.

Ao regressar ouvi Watson perguntando:

— Holmes, por que está tão pensativo? — entregando-lhe uma xícara de chá.

— Algo naquele antiquário não me cheira bem — respondeu Holmes, sem tirar os olhos do seu próprio cachimbo. — A expressão do dono quando saímos. Há mais nessa história do que ele nos contou.

De repente, um barulho estranho veio da sala ao lado, para onde levei o cachimbo. Nos entreolhamos, e Holmes foi o primeiro a se levantar.

— Vamos investigar — disse ele, pegando uma lupa e se dirigindo para a sala.

Ao chegar, percebemos que o som via da gaveta onde coloquei o cachimbo. Ao abrir a gaveta, vimos que o cachimbo estava emitindo uma luz fraca e um som estranho, como um sussurro.

— Isso é impossível! — você exclamou. — O antiquário disse que não havia nada de sobrenatural!

Holmes aproximou-se cautelosamente, observando cada detalhe. De repente, ele sorriu.

— Watson, traga-me uma pinça e uma lupa maior, por favor.

Watson rapidamente trouxe os instrumentos, e Holmes começou a examinar o cachimbo. Após alguns minutos, ele soltou uma risada.

— É um truque engenhoso — disse ele, segurando um minúsculo dispositivo que havia retirado do cachimbo. — Este dispositivo emite luz e som, acionado por um mecanismo de tempo.

— Então, o antiquário mentiu? — você perguntou, ainda perplexo.

— Sim e não — respondeu Holmes. — Ele contou a verdade sobre o marinheiro, mas omitiu que o próprio cachimbo era uma engenhosa peça de ilusionismo, provavelmente usada para enganar os supersticiosos.

Watson riu.

— Bem, isso explica muita coisa.

Holmes olhou para você com um sorriso.

— Parece que a verdadeira maldição aqui foi a nossa própria credulidade. Os três riram juntos, aliviados. O mistério do cachimbo em forma de caveira havia sido solucionado, e embora não houvesse nada de sobrenatural, a experiência serviu como um lembrete de que nem tudo é o que parece. E enquanto Londres continuava envolta em sua névoa habitual, vocês três voltaram a desfrutar da companhia uns dos outros, prontos para o próximo caso — desde que não envolvesse mais cachimbos amaldiçoados.

By Lito

Sherlock Holmes, personagem criado por Sir Arthur Conan Doyle

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Lito Contos…

Sherlock Holmes e o Mistério do Cachimbo em Forma de Caveira – Parte 1

Londres, 1895. O clima estava tipicamente inglês, com uma fina neblina cobrindo as ruas e o cheiro de chuva impregnando o ar. Dentro do 221B Baker Street, Sherlock Holmes estava sentado em sua poltrona, dedilhando seu violino. Watson, seu fiel amigo e cronista, lia o jornal do dia, quando de repente a porta se abriu com um estrondo.

— Holmes! Holmes! — você exclamou, ofegante e com os olhos arregalados. — Eu preciso da sua ajuda!

Holmes levantou o olhar, interessado.

— Entre, Lito, meu caro. E por favor, acalme-se. Conte-nos o que aconteceu.

Você se jogou em uma cadeira e tentou recuperar o fôlego.

— É o meu cachimbo! — disse, tirando um objeto peculiar do bolso. Era um cachimbo em forma de caveira, assustadoramente realista. — Ele está me causando problemas.

Holmes levantou uma sobrancelha.

— Problemas? Que tipo de problemas?

Você olhou ao redor, como se estivesse sendo observado, e sussurrou:

— Ele é amaldiçoado!

Watson, que até então estava calado, não conseguiu conter uma risada.

— Um cachimbo amaldiçoado? Isso é um tanto inusitado!

Holmes, porém, estava curioso. Pegou o cachimbo e o examinou cuidadosamente.

— Onde encontrou este objeto?

— Comprei de um antiquário no Soho — você explicou. — Ele disse que pertencia a um velho marinheiro que navegava pelos mares do Caribe. Desde que o trouxe para casa, coisas estranhas começaram a acontecer.

Holmes acendeu seu próprio cachimbo e ficou em silêncio por um momento, pensativo.

— Muito interessante. Sugiro que voltemos ao antiquário e investiguemos a origem deste cachimbo.

E assim, os três partiram em direção ao Soho. O antiquário era um lugar escuro e empoeirado, cheio de objetos estranhos e exóticos. O dono, um homem idoso com um olhar penetrante, os recebeu com um sorriso enigmático.

— Ah, vejo que trouxe o cachimbo de volta — disse ele ao ver o objeto em suas mãos. — Espero que não tenha causado muitos problemas.

— Na verdade, causou sim — você respondeu. — Holmes, por favor, pergunte-lhe sobre a maldição.

Holmes olhou diretamente nos olhos do antiquário.

— Conte-nos tudo o que sabe sobre este cachimbo.

O antiquário deu uma risada.

— Ah, a velha história do cachimbo amaldiçoado. Na verdade, não há maldição alguma. O marinheiro que o possuía gostava de contar histórias para assustar os novatos no navio. Dizem que ele encomendou este cachimbo de um artesão habilidoso, apenas para ver o medo nos olhos dos outros.

Watson soltou uma gargalhada.

— Então, tudo isso não passa de uma grande piada?

— Exatamente — confirmou o antiquário. — Mas parece que a piada teve um efeito duradouro.

Holmes entregou o cachimbo de volta a você, com um sorriso.

— Parece que não há nada de sobrenatural aqui, meu amigo. Apenas a imaginação fértil de um velho marinheiro e a habilidade de um artesão talentoso.

Você soltou um suspiro de alívio e riu.

— Então, o único mistério aqui é por que acreditei em tudo isso!

Os três saíram do antiquário rindo da situação. No fim das contas, o mistério do cachimbo em forma de caveira não era um caso de assombração, mas uma lição sobre o poder das histórias e da imaginação. E enquanto caminhavam pelas ruas de Londres, você prometeu a si mesmo que da próxima vez pensaria duas vezes antes de comprar algo tão peculiar.

No entanto, à medida que se afastavam, um brilho peculiar surgiu nos olhos do antiquário, e um sorriso misterioso curvou seus lábios. Sherlock Holmes, sempre atento aos detalhes, notou, mas nada disse. Pelo menos, não ainda… (Continua)

By Lito

Sherlock Holmes – Criado por Sir Arthur Conan Doyle.

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