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Relembrando…

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Grandes Violonistas e Guitarristas

Hoje: Al Di Meola

Al Di Meola: Uma lenda viva no mundo do Violão e da Guitarra

Al Di Meola, é considerado uma lenda viva no mundo da guitarra, dono de uma carreira longa e versátil, com mais de trinta álbuns lançados (entre carreira solo, projetos e álbuns ao vivo) e uma trajetória profissional de quatro décadas.

O guitarrista Jim Matheos fundador da banda de metal progressivo Fates Warning, diz o seguinte a respeito de Di Meola: “Al Di Meola é um músico formidável e incomum, completo e inovador tanto na guitarra quanto no violão. É impossível superá-lo em termos de precisão rítmica”.

Início da Carreira

Primoroso, em termos de ritmo e técnica, Al Di Meola costuma partir de suas raízes no Jazz e passear com êxito pelo Rock, Pop, Flamenco, World Music, Música Latina, Brasileira, e exímias interpretações e versões de grandes artistas e compositores como Astor Piazzola e The Beatles.

Nascido em 22 de julho de 1954, em New Jersey (EUA), ingressou na Berklee College of Music em Boston, Massachusetts aos 17 anos em 1971 e nessa época já impressionava por sua expressividade, precisão e palhetadas fabulosas. Aos 19 anos foi chamado pelo pianista e tecladista Chick Corea para o super grupo de Fusion, Return To Forever, com o qual recebeu um Grammy pelo disco No Mystery (1975).

Carreira Solo e a Consagração

Após o recesso do grupo Return To Forever no final de 1976 Meola saiu em carreira solo. O filho de descendentes italianos lançou seu primeiro disco em 1976 (Land Of The Midnight Sun) e na primeira década de sua carreira Al mostrou um apetite voraz pela composição lançando oito álbuns em nove anos (1976-1985) e alguns se mostraram verdadeiras obras primas, como os consagrados Elegant Gypsy e Casino (1977 e 1978 respectivamente).

A fusão de estilos criada por Meola e a sua velocidade até então jamais vista na guitarra, influenciou guitarristas virtuosos que hoje figuram entre os mais famosos do globo como: Steve Vai, John Petrucci e Zakk Wylde. Os três guitar heroes são fãs declarados do músico.

Parceria com Paco de Lucia e John Mc Laughlin

Em 1980 Meola se juntou a John McLaughlin e Paco de Lucia formando um trio de violões que misturava a música flamenca com influências de outras culturas. E em 1981 foi lançado um disco ao vivo fruto dessa união Friday Night in San Francisco, que foi aclamado pelo público e pela crítica vendendo milhões de cópias, o que colocou os músicos do trio em um novo patamar de popularidade e respeito.

A Segunda Metade da Carreira

Na volta ao percurso solista Al lançou Scenario em 1983, e em 1985 assinou Cielo e Tierra com o notável percursionista brasileiro Airto Moreira. Carla Sandroni, Egberto Gismonti e Milton Nascimento também estão entre os nossos compatriotas com os quais ele já trabalhou.

Na década de 1990, saíram outros registros marcantes do músico, Kiss My Axe de 1991 e The Rite Of Strings de 1995, em companhia de Stanley Clark e Jean-Luc Ponty.

No século XXI, Meola voltou a lançar discos memoráveis como Consequence Of Chaos (2006), Pursuit of Radical Rhapsody (2011) e Elysium de 2015. Nos últimos anos Al renovou sua banda solo e participou de CDs de músicos como Manuel Barrenco, Derek Sherinian, entre outros.

A Obsessão pela Palhetada Alternada, e a Rejeição às Outras Técnicas

Al considera a técnica de palhetada alternada tão eficiente e funcional que se especializou nela, e praticamente despreza todas as outras.

Segundo o guitarrista, outras técnicas como hammer on, pull off e sweep picking funcionam como um atalho, e se o estudante ficar viciado no emprego de apenas essas técnicas, não irá evoluir ao máximo a sua coordenação na mão responsável pelo ritmo, que na guitarra tende a ser a mão direita.

  • Thiago Mingues da Silva – Blog Guitarpedia – Outubro de 2016
Nome da Musica: Capoeira
Discografia – TituloDetalhes dos Albuns
Land of the Midnight SunReleased: October 25, 1976
Label: Columbia
Formats: LP, CD, download
Elegant GypsyReleased: 1977
Label: Columbia
Formats: LP, CD, 8T, download
CasinoReleased: February 25, 1978
Label: Columbia
Formats: LP, CD, download
Splendido HotelReleased: May 10, 1980
Label: Columbia
Formats: LP, CD, download
Electric RendezvousReleased: 1982
Label: Columbia
Formats: LP, CD, download
ScenarioReleased: 1983
Label: Columbia
Formats: LP, CD, download
Cielo e TerraReleased: 1985
Label: Manhattan
Formats: LP, CD
Soaring Through a DreamReleased: 1985
Label: Manhattan
Formats: LP, CD
Tirami SuReleased: 1987
Label: Manhattan
Formats: LP, CD
World SinfoniaReleased: 1991
Label: Tomato
Formats: LP, CD
Kiss My AxeReleased: 1991
Label: Tomato
Formats: LP, CD
World Sinfonia II – Heart of the ImmigrantsReleased: 1993
Label: Tomato
Formats: CD
Orange and BlueReleased: 1994
Label: Tomato
Formats: CD
Di Meola Plays PiazzollaReleased:November 5, 1996
Label: Atlantic
Formats: CD, download
The Infinite DesireReleased: August 18, 1998
Label: Telarc
Formats: CD, download
Winter NightsReleased: September 1, 1999
Label: Telarc
Formats: CD, download
World Sinfonía III – The Grande PassionReleased: October 24, 2000
Label: Telar
Formats: CD, download
Flesh on FleshReleased: August 27, 2002
Label: Telarc
Formats: CD, download
Consequence of ChaosReleased: September 26, 2006
Label: Telarc
Formats: CD, download
Vocal RendezvousReleased: May 19, 2006
Label: SPV
Formats: CD
Diabolic Inventions and Seduction For Solo GuitarReleased: January 8, 2007
Label: Di Meola Productions
Formats: CD, download
Pursuit of Radical RhapsodyReleased: March 15, 2011
Label: Concord
Formats: CD, download
All Your Life (A Tribute to the Beatles)Released: September 10, 2013
Label: Valiana/Songsurfer
Formats: LP, CD, download
ElysiumReleased: May 22, 2015
Label: in-akusitik
Formats: LP, CD, download, streaming
OpusReleased: February 23, 2018
Label: earMUSIC
Formats: LP, CD, download, streaming
Across the UniverseReleased: March 13, 2020
Label: earMUSIC
Formats: LP, CD, download, streaming
TwentyfourRelease: July 19, 2024
Label: earMUSIC
Format: LP, CD, download, streaming
Discografia Al Di Meola
Nome da Musica: Race With Devil On Spanish Highway

Vamos à Crônica nossa de cada dia…….

Meu Violão e Eu: Um sonho e uma Sinfonia do Cotidiano

Quando olho para o meu violão encostado no canto da sala, ele parece apenas mais um móvel, um pedaço de madeira com cordas. Mas basta um toque para que ele se transforme em algo mágico, como se de repente um universo inteiro de possibilidades musicais se abrisse diante de mim. E é nesse momento que me lembro das lendas Al Di Meola e Paco de Lucia, mestres que transformaram a arte de tocar violão em algo sobrenatural.

Para mim, tocar violão é um exercício diário de paciência e amor. Cada manhã, logo após o café, pego meu companheiro de seis cordas e começo a dedilhar. A princípio, as notas saem tímidas, como se também estivessem despertando de um sono profundo. Mas com o tempo, elas ganham confiança e começam a fluir de maneira mais harmoniosa. Nessas horas, gosto de pensar que estou em uma jam session imaginária com Di Meola e de Lucia, cada um deles sorrindo e me incentivando a explorar novos caminhos sonoros.

Claro, não vamos nos enganar: meu talento está a 100 milhões de anos-luz de distância desses gigantes. Enquanto eles tocam com uma destreza que faz o violão parecer uma extensão natural de seus corpos, eu luto para acertar uma escala sem que meus dedos se enrolem como espaguete. Mas é justamente aí que está a beleza: a música é uma jornada, não um destino. E cada pequeno progresso, cada acorde bem executado, é motivo de celebração.

Às vezes, minha esposa passa pela sala e lança um olhar curioso, misto de aprovação e pena. “Lá está ele de novo, tentando ser o Al Di Meola de Lindóia”, ela pensa, mas sem dizer nada. Em outros momentos, nosso gato se deita aos meus pés, talvez atraído pelas vibrações das cordas ou simplesmente pelo calor do momento. E assim, formamos uma pequena audiência, onde cada um de nós é transportado para um mundo onde a música é a única linguagem necessária.

Em noites de inspiração, arrisco até mesmo tocar algo de Paco de Lucia. Claro, minhas versões são simplificadas, quase paródias do original, mas o prazer de tentar já vale a pena. Fecho os olhos e imagino estar em um palco, as luzes brilhando, a plateia em silêncio absoluto, esperando o próximo acorde. E quando finalmente toco a última nota, abro os olhos e percebo que a única plateia é meu gato, agora dormindo profundamente.

Mas não importa. Porque, no fim das contas, a música é para mim. É a minha forma de meditação, meu escape do mundo real. E se em algum momento eu conseguir capturar um pouco da magia que Al Di Meola e Paco de Lucia trouxeram para o mundo, então já terei alcançado mais do que jamais imaginei.

Então, com meu violão ao lado, continuo a dedilhar, a errar, a aprender e, acima de tudo, a desfrutar. Afinal, a vida é uma grande sinfonia, e cada um de nós tem sua própria melodia a contribuir. E que melodia maravilhosa é essa que estou compondo, um acorde de cada vez…

Aí eu acordo!!! Meio nauseabundo… e vejo: não é o meu violão que está no canto da sala, mas uma vassoura que me olha dizendo: Vai trabalhar, vagabundo… 

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13 de Maio – Libertação dos Escravos

E o dia dos Pretos velhos na Umbanda!

O 13 de maio é uma data de grande significado no Brasil, marcada principalmente pela Lei Áurea, assinada em 1888, que aboliu formalmente a escravidão no país. No contexto da Umbanda, uma religião afro-brasileira que combina elementos do catolicismo, espiritismo e várias tradições africanas, essa data adquire um significado especial e complexo.

Contexto Histórico e Religioso

Apesar da abolição da escravidão ter sido um marco legal importante, muitos afro-brasileiros continuaram a enfrentar discriminação e desigualdade social. As religiões de matriz africana, como a Umbanda e o Candomblé, foram especialmente marginalizadas e frequentemente associadas a práticas negativas pela sociedade majoritariamente católica e por políticas de estado que promoviam a repressão cultural.

13 de Maio na Umbanda

Na Umbanda, o 13 de maio é um dia que pode ser observado com uma mistura de celebração e reflexão. Embora reconheça a importância da abolição da escravidão, há também um reconhecimento de que a libertação não foi completa, com muitos ex-escravos deixados sem suporte para uma verdadeira integração social e econômica.

Reflexão sobre a Liberdade e a Justiça

Para muitos praticantes da Umbanda, essa data é uma oportunidade para refletir sobre questões mais amplas de liberdade, justiça e igualdade. É um momento para honrar os ancestrais e refletir sobre o legado da escravidão que ainda impacta as comunidades afro-brasileiras.

Trabalhos Espirituais e Homenagens

Em algumas casas de Umbanda, o 13 de maio pode incluir trabalhos espirituais dedicados a entidades que simbolizam a luta e resistência dos povos africanos, como caboclos e pretos velhos, que são espíritos de antigos escravos ou indígenas que trabalham pela cura, proteção e justiça. Estes espíritos são reverenciados por sua sabedoria e conexão com as raízes africanas e indígenas do Brasil.

Ativismo e Conscientização

Além dos aspectos religiosos, este dia também pode ser marcado por atividades de conscientização sobre o racismo e a desigualdade. Muitos terreiros participam ou organizam eventos que discutem a história da escravidão no Brasil e seu impacto contínuo na sociedade.

Conclusão

O 13 de maio na Umbanda é, portanto, uma data de grande profundidade cultural e espiritual, servindo como um lembrete da luta contínua pela justiça e igualdade, bem como uma celebração da resiliência cultural e espiritual das comunidades afro-brasileiras. A data reforça a relevância da Umbanda e outras tradições afro-brasileiras no enfrentamento de questões sociais e na promoção de uma sociedade mais inclusiva e justa.

Crônica: Preto velho na Umbanda

13 de maio – Dia dos Pretos Velhos!!! Saravá, meu pai!!! Saravá minha mãe!!!

Em meio ao incenso que serpenteava suavemente pelo ar e o som suave dos atabaques, uma figura curvada, com passos lentos e uma serenidade imensurável, tomava seu lugar no centro do terreiro. Era um Preto Velho, entidade venerada na Umbanda, trazendo consigo a sabedoria das eras e a paciência forjada na adversidade da escravidão.

Em noite de gira, as velas lançavam sombras dançantes sobre as paredes de barro da pequena sala adornada com imagens de santos e orixás. A figura do Preto Velho, envolta em sua bata branca, parecia oscilar entre o mundano e o espiritual, um elo entre o passado de sofrimento e um presente em busca de consolo e direção.

Na Umbanda, o Preto Velho representa o espírito de antigos escravos que retornam à Terra para auxiliar aqueles que buscam ajuda. São vistos como símbolos de humildade, paciência e compreensão. Suas palavras, sempre carregadas de amor e bondade, parecem fluir de um poço profundo de experiência, oferecendo conselho e conforto aos fiéis que formam uma semi-círculo à sua volta.

“Meus filhos,” começava ele, sua voz rouca embalando o silêncio, “a vida é um fio esticado de aprendizado. Cada um carrega sua cruz, mas também tem o dom de aliviar o peso das cruzes alheias.” Seus olhos, quase ocultos sob as pálpebras pesadas, brilhavam com uma luz que parecia transcendente.

Entre os fiéis, um jovem se aproximava, o rosto marcado pela angústia de recentes desafios pessoais. O Preto Velho, percebendo seu sofrimento, estendia suas mãos nodosas, tocando levemente o ombro do rapaz. “No caminho que escolhe, meu filho, encontrarás pedras, mas lembre-se que até a pedra mais bruta pode ser lapidada até se tornar uma joia.”

A sessão seguia com consultas, conselhos e passes espirituais, cada gesto do Preto Velho parecia banhar a sala com uma aura de calma e resignação. Não era apenas uma noite de práticas espirituais, mas um momento de comunhão profunda, onde o passado doloroso dos escravizados transformava-se em lições de resistência e esperança.

Conforme a noite avançava e os cânticos ecoavam pela casa, o ar parecia mais leve. O Preto Velho, sua presença quase etérea agora, concluía a gira com um sorriso gentil, lembrando a todos da força que reside na fé e no amor. “A bondade,” dizia ele, “é o maior dos poderes, capaz de transformar o mal em bem, a tristeza em alegria.”

Quando os últimos fiéis deixavam o terreiro, levando consigo palavras de esperança e cura, a figura do Preto Velho desvanecia aos poucos, como se absorvida de volta à história, deixando atrás de si um rastro de paz e a promessa de retorno sempre que necessário. No coração da Umbanda, o Preto Velho permanecia não apenas como uma entidade de culto, mas como um símbolo vivo da resiliência do espírito humano.

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Vamos Filosofar um pouco????

Vamos lá…. Vamos queimar a cabeça e deixar a caspa virar Mandiopã…..

Lembram do Mandiopã?

O Problema do Mal

É uma questão filosófica e teológica central que questiona como o mal pode existir em um mundo governado por um Deus que é simultaneamente onipotente, onisciente e infinitamente bom. Este dilema tem sido um dos debates mais persistentes na história do pensamento religioso e filosófico, especialmente dentro do cristianismo, judaísmo e islamismo, mas também é relevante em outras tradições religiosas e contextos filosóficos. 

Origens do Problema 

O Problema do Mal surge principalmente em contextos teístas onde Deus é entendido como tendo as três propriedades mencionadas: onipotência (todo-poderoso), onisciência (todo-sabedor) e benevolência (infinitamente bom). O dilema é formulado da seguinte maneira: 

  • Se Deus é onipotente, Ele tem o poder para prevenir todo mal. 
  • Se Deus é onisciente, Ele sabe quando e onde o mal ocorrerá. 
  • Se Deus é benevolente, Ele desejará prevenir todo mal. 
  • No entanto, o mal existe. 

Respostas ao Problema 

Ao longo dos séculos, várias respostas foram propostas para resolver ou abordar esse dilema: 

1. Livre-arbítrio: Uma das respostas mais comuns é que Deus deu aos seres humanos livre-arbítrio, e o mal é o resultado das escolhas livres feitas por pessoas. A capacidade de escolher é vista como um bem maior que justifica a possibilidade do mal. No entanto, essa resposta frequentemente enfrenta desafios relacionados ao mal natural (como terremotos e doenças) que não são causados por ações humanas. 

2. Desenvolvimento de Virtudes: Outra abordagem é que o mal permite o desenvolvimento de virtudes como coragem e compaixão. Em outras palavras, sem enfrentar o mal e os desafios, certos tipos de bens não poderiam existir. 

3. O Mal Como Ausência de Bem: Alguns filósofos, como Agostinho, argumentam que o mal não é uma entidade ou força própria, mas sim a ausência ou privação do bem. Nessa visão, Deus não criou o mal; em vez disso, o mal ocorre quando algo de bom falta ou falha. 

4. Teodiceia e Planos Insondáveis: A ideia de teodiceia envolve justificar as maneiras de Deus perante o mundo. Alguns teólogos e filósofos sugerem que o mal faz parte de um plano divino mais amplo e incompreensível para os seres humanos, onde todos os eventos, incluindo aqueles que são maus, têm um propósito final bom. 

5. O Problema do Mal Como Evidência Contra Deus: No lado mais cético, algumas pessoas usam o problema do mal como um argumento contra a existência de um Deus onipotente e benevolente. Este é um ponto central no argumento ateu e agnóstico, sugerindo que a natureza do mal no mundo é incompatível com um Deus como tradicionalmente concebido. 

Impacto e Discussões Contemporâneas 

O Problema do Mal continua a ser um ponto de intensa discussão e reflexão, não apenas em círculos teológicos, mas também em considerações éticas, políticas e pessoais sobre como lidar com o sofrimento e a injustiça no mundo. As respostas a este problema muitas vezes moldam as visões das pessoas sobre a religião, o propósito da vida e a natureza da moralidade humana e divina. 

Diferentes filósofos abordaram o Problema do Mal de várias maneiras, refletindo uma ampla gama de perspectivas que vão desde tentativas teístas de reconciliar a existência de Deus com o mal no mundo até abordagens mais céticas que questionam a existência de um Deus benevolente. Aqui estão algumas das opiniões e contribuições mais influentes de filósofos ao longo da história: 

1. Agostinho de Hipona (354–430): Agostinho argumentou que o mal não é uma substância ou entidade, mas uma privação do bem, uma falta de algo que deveria estar presente. Ele também defendeu que o livre-arbítrio humano é a causa do mal moral e que os desastres naturais são consequência do pecado original. Vamos falar, mais abaixo, sobre essa consideração em particular…

2. Tomás de Aquino (1225–1274): Tomás também viu o mal como uma privação do bem e destacou a importância do livre-arbítrio. Ele acreditava que Deus permite o mal para trazer um maior bem, uma perspectiva que tenta mostrar que Deus tem um plano maior, muitas vezes incompreensível para os humanos. 

3. David Hume (1711–1776): Em sua obra “Diálogos sobre a Religião Natural”, Hume foi muito crítico em relação à ideia de um Deus onisciente e todo-poderoso dada a presença do mal. Ele argumentou que a existência do mal é incompatível com um Deus que possui as três qualidades de onipotência, onisciência e benevolência, e isso seria uma evidência contra a existência desse tipo de Deus. 

4. Gottfried Wilhelm Leibniz (1646–1716): Leibniz propôs uma famosa teodiceia, argumentando que nosso mundo, apesar de seu mal, é o “melhor dos mundos possíveis” que Deus poderia ter criado. Segundo ele, qualquer mudança no mundo atual poderia levar a um maior desequilíbrio e mais mal. 

5. Alvin Plantinga (1932–): Plantinga, um filósofo contemporâneo, desenvolveu uma defesa do livre-arbítrio, argumentando que Deus, ao criar seres livres, permitiu a possibilidade do mal, mas que o livre-arbítrio é um bem maior. Plantinga sustenta que é logicamente possível para Deus ser onipotente e todo-bondoso, enquanto ainda existe o mal devido ao livre-arbítrio. 

6. J.L. Mackie (1917–1981): Mackie defendeu o argumento da incompatibilidade, afirmando que a existência do mal é lógica e factualmente inconsistente com a existência de um Deus onipotente e totalmente benevolente. Ele argumentou que se Deus existisse, não deveria haver mal algum, o que claramente não é o caso. 

Cada um desses filósofos trouxe uma perspectiva única ao Problema do Mal, influenciando tanto os debates teológicos quanto os filosóficos. Essas discussões continuam a ser relevantes hoje, influenciando como as pessoas entendem a relação entre fé, mal e a natureza do divino. 

Segundo Santo Agostinho

Esta é uma elaboração não apenas centrada na visão de Agostinho para o problema do mal como também encerra em si uma crítica ao mesmo, e para aqueles vieses teológicos que de certa forma coadunam com tal explanação para o mal no mundo. 

O problema do mal se constitui em um dos grandes problemas da filosofia, e nada melhor, neste contexto, de citar Santo Agostinho que inexoravelmente “precisa” elaborar, por assim dizer, um pensamento que unifique um entendimento das idiossincrasias existenciais com fé e razão. 

Podemos então dizer que o mote principal de Agostinho para o mal e seus desdobramentos é a idéia de que o mal e si é necessário para que possamos apreciar melhor o bem. Santo Agostinho observou que, se nada de mal acontecesse alguma vez, não poderíamos conhecer e apreciar o bem. 

É interessante lembrar que ele, antes de ser cristão, foi um maniqueísta e o Maniqueísmo defendia que havia dois princípios opostos:

Deus

Um Deus bom e outro mal e que, portanto, o mal era uma substância. Somente depois, Santo Agostinho vai encontrar uma fantástica solução para a resolução do problema. A solução deste problema por ele achada foi a sua libertação e a sua grande descoberta filosófico-teológica, e marca uma diferença fundamental entre o pensamento grego e o pensamento cristão. Antes de tudo, nega a realidade metafísica do mal. 

Ele constata que o mal não é um ser, não tem caráter ontológico, não tem nada de positivo, enfim ele é um não-ser. Ele diz: “O mal não tem natureza alguma, pois a perda do ser é que tomou o nome de mal”. 

Se todo o bem fosse retirado das coisas boas, nada sobraria, pois o mal não é uma substância como queria os maniqueístas, e assim sendo seria impossível que o mal tenha se originado de Deus, pois Deus é aquele que dá o ser às coisas. 

A Solução de Agostinho

A solução de Agostinho para o problema do mal está relacionada à pergunta “o que é o mal?” 
Em Agostinho temos dois silogismos acerca da inautenticidade do mal: 

Primeiro silogismo: 

  • 1) Todas as coisas que Deus criou são boas;  
  • 2) o mal não é bom;  
  • 3) portanto, o mal não foi criado por Deus. 

Segundo Silogismo: 

  • 1) Deus criou todas as coisas;  
  • 2) Deus não criou o mal;  
  • 3) portanto,o mal não é uma coisa. 
     

Agostinho observou que o mal não poderia ser escolhido, pois ele não era uma coisa a ser escolhida.  

Alguém pode apenas afastar-se do bem, isso é, de um grau maior para um grau menor (na hierarquia de Agostinho) desde que todas as coisas são boas. Pois, segundo ele, quando a vontade abandona o que está acima de si e se vira para o que está abaixo, ela se torna má – não porque é má a coisa para a qual ela se vira, mas porque o virar em si é mau.  

O mal, então, é o próprio ato de escolher um bem menor. Para Agostinho a fonte do mal está no livre arbítrio das pessoas e na contemplação das dimensões do mal que, a saber, são de caráter metafísico, físico e moral. 

Esta observação é parcialmente lógica e parcialmente psicológica. Logicamente, na ausência do conceito de mal não poderia haver uma concepção do bem, tal como não poderia haver uma noção de alto na ausência de uma noção de baixo. Não poderíamos sequer saber o que é o bem se não tivéssemos o mal para servir de comparação.  

Além disso, psicologicamente, se nunca sofrêssemos, tomaríamos as coisas boas por garantidas e não as desfrutaríamos tanto. Como poderíamos reconhecer e desfrutar a saúde se não existisse a doença? Portanto, desejar um mundo que contenha apenas coisas boas é uma tolice. 

No entanto, mesmo que isto seja verdade, explica apenas por que razão Deus poderia permitir a existência de algum mal. De fato, podemos precisar que nos aconteça algumas coisas más de vez em quando, apenas para que não nos esquecermos que somos tão afortunados.  

Mas, existe muito mal no mundo…

Mas isto não explica por que razão há tanto mal no mundo. O problema é que o mundo contém mais mal do que necessário para apreciar o bem. Se por exemplo o número de pessoas que morrem de tuberculose por ano fosse reduzido para metade, isso seria ainda suficiente para nos fazer apreciar a saúde.  

E como já temos que lidar com a tuberculose, não precisamos realmente do câncer, e ainda menos da AIDS, da distrofia muscular, da paralisia cerebral, do Ebola, Covid-19, da doença de Alzheimer e por aí vai. 

A idéia de que o mal é um castigo pela conduta imoral é de caráter teológico e remonta à história da Criação do Gênesis, que nos diz que inicialmente os seres humanos habitavam em um mundo sem mal, mas de repente entram dois protagonistas famosos nesta histeria lúdica chamados de Adão e Eva, e com a ajuda de uma “serpente”, o resto é “estória”. 

O problema de Agostinho passou a ser casar o conhecimento antigo com sua nova crença e mostrar que eram interdependentes. 

Ele também tinha um problema com o Tempo e a Criação. Segundo o Gênese, deus criou o mundo do nada. Mas na filosofia grega havia uma forte objeção a algo ser criado do nada. O que Deus andava fazendo antes de criar o céu e a terra? 

Agostinho não aceitava responder essa pergunta, mas fazia a seguinte piada: “preparando o INFERNO para quem mete o bedelho nos mistérios”. 

 Se não debatermos filosoficamente estes fatos, vai parecer que todo argumento que o refuta é de caráter reducionista e dispensável, dado o caráter próprio do que a humanidade entende por teologia e suas premissas atemporais, dogmáticas e inexoráveis. 

E a Religião?

Dizer que podemos livrar a religião do criticismo filosófico, este engendrado a partir dos grandes iluministas, é um erro crasso, que foge do escopo da própria filosofia em seu sentido “estrito”, o que difere do senso comum e das crenças verdadeiras. Assim como é errôneo dizer que o próprio movimento do cristianismo da era medieval fosse é um movimento que concebe o homem em toda sua totalidade a partir de pressupostos alhures à sua própria natureza humana e pragmática.

Este é um erro oriundo não da tentativa de conceber Deus racionalmente, mas de impor ao homem, a partir de Deus, premissas santificadas que estão além de sua praticabilidade, que o remete à culpa de “nada”, e o amedronta por séculos até os dias de hoje. Não creio que uma lógica axiomática de belos dizeres dogmáticos e religiosos venha a atender os grandes problemas da humanidade que estão, livremente, no acesso do campo da filosofia estrita e questionadora, que é um campo neutro, sempre sendo bombardeado, hoje, pela ciência e a religião. 

Impreterivelmente a filosofia para alguns estancará no período medieval, e me pergunto se ainda assim os coadunados apenas com Platão, Sócrates e Aristóteles, que fomentam Agostinho e Aquino, não reduzirão ao pó os outros vieses filosóficos até a nossa contemporaneidade, que analogamente ao processo dialético histórico, também evoluiu. 

Digo-lhe que há muitos problemas relacionados à atemporalidade e supremacia da verdade a partir da teologia, me parece que de fato ela só pode ser apreendida a partir de sua infantilidade expoente no inconsciente humano, caso contrário o homem, ao invés de ficar “encima do muro do agnosticismo” hoje, verificaria de pronto a improcedência da teologia como forma de controle passional versus a “racionalidade” da mesma. 

Se não forem as questões políticas como debatemos de início aqui, adentraremos em outro debate exaustivo acerca daquilo que é “humanamente constituído” como verdades eternas, e muitas delas que endossam dogmas que não atendem as necessidades do homem moderno, se é que alguma uma vez o atendeu! 

Há de ser compreendido aqui que as questões não são de caráter de refutação do viés religioso a esmo, mas sim de como esta é classificada dentro da teoria do conhecimento, e como pode ocorrer aos doutos da igreja se apoderar de questões que endossam a irrefutabilidade daquilo que é incognoscível, e quem tem o direto de determinar que Deus ora castiga, ora ama; ora perdoa, ora abençoa? Que contribuição estaríamos aqui falando deste “caldinho”? 
Não dá para desatar Agostinho e Aquino nesta produção histórica, mesmo se assim fosse, iríamos descambar para outras questões muito pertinentes que estão inexoravelmente atreladas ao pensar peculiar de sua época mediante uma Europa desmantelada, em que o homem foi incitado a olhar para longe de si mesmo. 

Posted by cogitoinexcelsius in Uncategorized

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Dengue

O que é?

É uma doença infecciosa febril aguda, que pode se apresentar de forma benigna ou grave, dependendo de alguns fatores, entre eles: o vírus envolvido, infecção anterior pelo vírus da dengue e fatores individuais como doenças crônicas (diabetes, asma brônquica, anemia falciforme).

Qual o microrganismo envolvido?

O vírus do dengue pertence à família dos flavivírus e é classificado no meio científico como um arbovírus, os quais são transmitidos pelos mosquitos Aedes aegypti. São conhecidos quatro sorotipos: 1, 2, 3 e 4.

Quais os sintomas?

O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar um sinal de alarme para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal.

É importante procurar orientação médica ao surgirem os primeiros sintomas, pois as manifestações iniciais podem ser confundidas com outras doenças, como febre amarela, malária ou leptospirose e não servem para indicar o grau de gravidade da doença.

Todos os quatro sorotipos de dengue 1, 2, 3 e 4 podem produzir formas assintomáticas, brandas e graves, incluindo fatais. Deve-se levar em consideração três aspectos:

  • 1. Todos os quatro sorotipos podem levar ao dengue grave na primeira infecção, porém com maior frequência após a segunda ou terceira, sem haver diferença estatística comprovada se após a segunda ou a terceira infecção;
  • 2. Existe uma proporção de casos que têm a infecção subclínica, ou seja, são expostos à picada infectante do mosquito Aedes aegypti mas não apresentam a doença clinicamente, embora fiquem imunes ao sorotipo com o qual se infectaram; isso ocorre com 20 a 50% das pessoas infectadas;
  • 3. A segunda infecção por qualquer sorotipo do dengue é predominantemente mais grave que a primeira, independentemente dos sorotipos e de sua sequência. No entanto, os sorotipos 2 e 3 são considerados mais virulentos.

É importante lembrar que muitas vezes a pessoa não sabe se já teve dengue por duas razões: uma é que pode ter tido a infecção subclínica (sem sinais e sem sintomas), e outra é pelo fato da facilidade com que o dengue, principalmente nas formas brandas, pode confundir-se com outras viroses febris agudas.

Como se transmite?

A doença é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Não há transmissão pelo contato direto com um doente ou suas secreções, nem por meio de fontes de água ou alimento.

Como tratar?

Todas as pessoas com febre de menos de sete dias durante uma epidemia ou por casos suspeitos de dengue, cuja evolução não é possível predizer, devem procurar tratamento médico onde algumas rotinas estão estabelecidas para o acompanhamento, conforme a avaliação clínica inicial e subsequente, quanto a possibilidade de evolução para gravidade. A hidratação oral (com água, soro caseiro, água de coco), ou venosa, dependendo da fase da doença, é a medicação fundamental e está indicada em todos os casos em abundância. Não devem ser usados medicamentos à base de ácido acetil salicílico e anti-inflamatórios, como aspirina e AAS, pois podem aumentar o risco de hemorragias.

Como se prevenir?

A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.

IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.

Fontes: Fundação Oswaldo Cruz. Glossário de doenças

Agora, pra amenizar um pouco o clima, sem perder a seriedade, Vamos conhecer o Carlão com Dengue…

Carlão de Ogum

Carlão de Ogum, um devoto umbandista conhecido por seus amigos como o “mediador espiritual da vizinhança”, enfrentava agora um novo desafio, que nem os guias espirituais poderiam ter previsto: a dengue. Como bom brasileiro, Carlão já estava acostumado a lidar com adversidades, mas uma febre tropical era novidade até para ele.

CapCut_carlinhos soares filho de ogum

“Se eu posso lidar com espíritos, posso lidar com um mosquito”, declarava Carlão, embora com um ar menos convincente enquanto tentava equilibrar a temperatura do seu corpo com compressas geladas na testa. A casa, normalmente cheia de incensos e atabaques, agora estava repleta de repelentes e remédios.

Mas Carlão não perdeu o humor. Certa tarde, em meio a um acesso de febre, ele convocou uma reunião espiritual urgente… com ele mesmo. Sentado na sala, rodeado de garrafas de água para se manter hidratado, ele ria enquanto conversava com seus guias espirituais imaginando-os também com pequenos repelentes nas mãos. “Não se aproximem muito, meus guias, que o negócio aqui está febril!”, alertava, com um sorriso torto.

Os amigos preocupados ligavam constantemente, mas Carlão os tranquilizava: “Estou bem, apenas um pouco mais quente do que o normal. Se eu começar a falar coisas estranhas, é só a febre, não é possessão, tá?”

Era comum ver Carlão dançando em suas sessões espirituais, mas agora, a dança era substituída por tremores e arrepios, uma “coreografia” que ele definitivamente não recomendava. “Isso que eu chamo de arrepio espiritual, mas prefiro os outros!”, comentava, tentando manter o ânimo.

Num momento de delírio febril, Carlão decidiu que era hora de afastar o azar. Vestiu-se com suas melhores roupas brancas, colocou um ponto de música de Umbanda no último volume e começou a “expulsar” a dengue com uma vassoura, como se fosse uma entidade negativa. “Sai, dengue! Aqui não é teu lugar!”, gritava ele, enquanto a vassoura voava pelos ares.

Os vizinhos, já acostumados com as peculiaridades de Carlão, apenas riam ao ver a cena através das janelas abertas. “Ele vai acabar expulsando a dengue no grito”, comentavam entre risadas.

Após alguns dias de repouso e muita água, Carlão finalmente melhorou. Na primeira sessão espiritual após sua recuperação, ele não perdeu a chance de agradecer aos céus: “Obrigado, meus guias, por me acompanharem até na dengue! Mas da próxima vez, mandem só as mensagens, não os mosquitos!”

Assim, Carlão de Ogum voltou à sua rotina espiritual, agora com uma nova história para contar e uma nova lição aprendida: mesmo os mais conectados com o além precisam de repelente.

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Contrabaixo

Em nossas vidas, todos temos as nossas paixões! Nos mais diversos assuntos, sempre temos uma ‘opção’ que nos faz sentir mais fortes…

Por exemplo, a música, que na minha vida em especial, tem uma grande participação!

Simplesmente, adoro música, em seus mais diversos tipos e sons… Rock Pop, Rock Progressivo, Pop, Country Rock, Clássica, etc…

Tenho até uma Webradio (https://www.webradiocall-it.com/ ), na qual estou trabalhando, atualmente, em novas programações. Não tenho seguidores ainda, mas só de ter a radio ativa, já fico feliz.

Também sou fã de um instrumento: Contrabaixo.

Toco contrabaixo elétrico, pois o acústico é muito grande não pode ser transportado com facilidade. Também é conhecido, no Brasil, como Rabecão, ou seja, o bicho é grande, mas lindo!!!

Tirando uma dúvida: Qual a diferença entre o baixo e contrabaixo?

Para começar: baixo ou contrabaixo? A princípio, você pode usar as duas formas para denominar o instrumento. Mas há uma divisão básica e convencional: se o instrumento é elétrico, chamamos de baixo, e quando ele é acústico, de contrabaixo.

Sempre quis ter um, mas…. enquanto não tenho, escrevo crônicas sobre ele……

O Contrabaixista

Era uma vez um contrabaixista chamado Carlos, um homem cuja estatura só era superada pela dimensão de seu amor por seu contrabaixo. Chamava-o de “Berenice”, uma escolha de nome que ele jamais explicava, talvez porque a razão estivesse perdida nas mesmas notas graves que ele tirava das cordas grossas do instrumento.

Carlos vivia num apartamento pequeno, decorado predominantemente por partituras musicais, palhetas perdidas e xícaras de café pela metade, que ele jurava terminar “assim que achasse o tom perfeito”. Berenice tinha seu próprio canto, um suporte feito sob medida que ficava bem ao lado de sua cama. Dizia ele que era para “sentir as vibrações do amor verdadeiro durante a noite”.

Um dia, um vizinho curioso perguntou a Carlos por que ele havia escolhido o contrabaixo, de todos os instrumentos. Carlos, com um olhar distante e uma leve risada, respondeu: “Quando ela fala, o mundo escuta. Quando toco Berenice, não estou só criando música; estou conversando com minha alma.”

Certo dia, Carlos resolveu levar Berenice para um “date” (porque sim, ele acreditava que todos precisam de um passeio ocasional, incluindo contrabaixos). Assim, lá se foi Carlos, pelas ruas, com Berenice a tiracolo, ambos recebendo olhares curiosos e admirados. Sentou-se em um banco de parque, e começou a tocar. Não demorou muito para que um pequeno grupo de pessoas se reunisse ao redor, algumas sorrindo, outras simplesmente hipnotizadas pela estranha cena.

Mas nem todos eram fãs. Uma senhora passou por ele, franzindo o nariz, e murmurou algo sobre “gente excêntrica”. Carlos apenas sorriu e tocou mais alto, cada nota uma resposta suave à incompreensão do mundo.

O grande momento de Carlos e Berenice, contudo, veio durante uma jam session improvisada num bar local. Quando chegou sua vez de solo, Carlos fechou os olhos e deixou que as mãos falassem. As notas eram tão profundas e emocionantes que até o barman teve que parar e ouvir, o shaker de coquetéis pausado no ar.

Quando Carlos terminou, o bar explodiu em aplausos. Ele fez uma reverência, sempre humilde, e sussurrou um agradecimento a Berenice, que, se pudesse, certamente teria corado.

A vida de Carlos era simples, mas rica em notas e ritmos. Seu amor por Berenice era a prova de que a paixão, mesmo que incompreendida, pode ser a mais bela música de todas. E assim, nosso contrabaixista continuava, feliz e satisfeito, tocando a trilha sonora de uma vida extraordinariamente ordinária.

Jethro Tull – Boureé – Com reforço no Baixo

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Rock Progressivo – Introdução

Pink Floyd

Rock progressivo é um estilo musical que surgiu no final da década de 60, no Reino Unido, e ficou muito conhecido a partir da década de 70. O Estilo recebeu influência direta da música clássica, e do Jazz Fusion. Deste estilo surgiu o Rock sinfônico, Space rock, e Metal progressivo. O estilo também foi influenciado pelo rock Psicodélico, e pela banda The Beatles, em sua fase final. A banda mais famosa no rock progressivo é a banda inglesa Pink Floyd.

Genesis

O Rock progressivo surgiu de forma avassaladora nos anos 70, porém na mesma década perdeu força para o Punk Rock. Ainda hoje as bandas do estilo são muito bem conceituadas. No reino unido, Pink Floyd foi uma febre, o álbum The Dark Side of the Moon foi um dos mais vendidos na Inglaterra, em todos os tempos. Estima-se (dado não oficial) que 8 em cada 10 casas do Reino Unido tem um disco ou CD do Pink Floyd.

A banda Renaissance, e a banda Queen, são dois exemplos de bandas que passaram a tocar rock progressivo após o início da carreira.  Nos anos 70 surgiu a banda Kansas, uma das pioneiras do rock progressivo nos EUA.

No Brasil, a banda Os Mutantes se destaca, por inovar bastante o rock progressivo, misturando outros estilos. A banda é conceituada no exterior, já tendo feio shows no Reino unido e outros países da Europa.

Características do rock progressivo:

Músicas com composições longas, com músicas complexas e harmoniosas, lembrando a Música Erudita Algumas músicas, chamadas Épicas, atingem mais de 20 minutos, como é o caso da música “Echoes” com 23 minutos e meio, “Shine on you Crazy Diamond” e “Atom Hearth Mother” com 23:41 minutos, ambas do Pink Floyd e Thick as a Brick do Jethro Tull

As letras abordam temas épicos, assim como ficção científica, guerra, ódio, entre outros. A banda Pink Floyd focou muitas músicas na guerra, um dos álbuns da banda gerou um filme, The Wall.

Álbuns conceituais, onde o tema do álbum é trabalhado aos poucos durante o álbum, até chegar no desfecho. O maior exemplo de álbum conceitual é The Wall, que se tornou filme. No filme, as cenas são baseadas nas músicas.

Uso de instrumentos eletrônicos, e também flauta, Violoncelo, trompete, entre outros.

Existe uma teoria de que o álbum The Dark Side of the Moon foi feito em homenagem ao filme O Mágico de Oz, e as músicas seriam uma trilha sonora do filme. Para comprovar o fato, basta sincronizar o The Dark Side of the Moon com O Mágico de Oz, reproduzindo o álbum no terceiro rugido do leão da Metro Golden Mayer. A letra das músicas, assim como a parte sonora, tem total sincronia com o filme. Um exemplo é na parte onde o filme passa de preto e branco para colorido. Nesse trecho, começa a música “Money”, que significa “dinheiro” em inglês.

Mais sobre Rock Progressivo

Também abreviado por prog rock ou prog; às vezes confundido com art rock, é um amplo gênero de rock que se desenvolveu no Reino Unido e nos Estados Unidos em meados da década de 1960, atingindo o pico no início da década de 1970.

Inicialmente denominado “pop progressivo“, o estilo era uma consequência de bandas psicodélicas que abandonaram as tradições pop padrão em favor de instrumentação e técnicas de composição mais frequentemente associadas ao jazz, folk, ou música clássica. Elementos adicionais contribuíram para seu rótulo de “progressivo”: as letras eram mais poéticas, a tecnologia era aproveitada para novos sons, a música se aproximava da condição de “arte” e o estúdio, mais do que o palco, tornou-se o foco da atividade musical, que muitas vezes envolvia criar música para ouvir em vez de dançar.

O estilo musical buscava uma fusão da música pop e do rock com outros gêneros de harmonia mais complexa. Na sua essência, o som progressivo extrapolava o formato canção em músicas com longuíssimos trechos instrumentais, muitas vez compondo os chamados “álbuns conceituais”, discos que contavam uma história ou possuíam alguma ligação temática entre suas faixas. Assim como a guitarra elétrica se tornou marca registrada do rock n’ roll, o teclado se tornou parte inerente do estilo, alcançando ou até mesmo superando sua condição de principal instrumento.

Tornou-se muito popular na década de 1970, quando o gênero alcançou seu ápice e também sua própria queda de popularidade.

Características

De acordo com entrevistas concedidas pelas bandas em documentários, não houve uma organização consciente de formação do estilo e seus protagonistas geralmente rejeitam ser rotulados, bem como, nas composições não havia padrão a ser seguido quanto a duração e forma. As principais características do rock progressivo incluem:

Elementos essenciais

  • Composições longas, com harmonia e melodias complexas, por vezes atingindo 20 minutos ou mesmo o tempo de um álbum inteiro, sendo muitas vezes chamadas de épicos, como as canções “Echoes”, “Shine On You Crazy Diamond” e “Atom Heart Mother” do Pink Floyd, ou “Supper’s Ready” do Genesis;
  • Letras que abordam temas como ficção científica, fantasia, religião, guerra, amor, loucura e história;
  • Álbuns conceituais, nos quais o tema ou história é explorado ao longo de todo o álbum, como 2112 e Hemispheres do Rush, Animals e The Wall do Pink Floyd;
  • Vocalizações pouco usuais e uso de harmonias vocais múltiplas, como feito pelos grupos Magma, Robert Wyatt e Gentle Giant;
  • Uso proeminente de instrumentos eletrônicos, particularmente de teclados (como órgão Hammond, piano, mellotron, sintetizadores Moog e sintetizadores ARP), além da combinação usual do rock de guitarra, baixo e bateria;
  • Uso de instrumentos pouco ligados à estética do rock, como a flauta,  violoncelo, violino,  bandolim, trompete e corne inglês;
  • O uso de síncope, compassos compostos e mistos, escalas musicais e modos complexos, como o início do álbum Close To The Edge do grupo Yes;
  • Enormes solos de praticamente todos os instrumentos, expressamente para demonstrar o virtuosismo e feeling dos músicos, que contribuíram para a fama de intérpretes como Rick Wakeman, Neil Peart, David Gilmour e Greg Lake;
  • Inclusão de peças clássicas nos álbuns, como o grupo Emerson Lake & Palmer, que incluía partes extensas de peças de Bach em seus álbuns.

Modelos de composição

As composições do rock progressivo muitas vezes se inspiravam nos moldes das “suítes” eruditas:

  • A forma de uma peça que é subdividida em várias à maneira da música erudita. Um bom exemplo disso é “Close to the Edge” e “And You And I” do Yes no álbum Close to the Edge, que são divididas em quatro partes, ou “2112” do Rush dividida em sete partes, ou até mesmo a instrumental “La villa Strangiato” dividida em onze partes. Outros exemplos mais recentes do metal progressivo são “A Change of Seasons” (do álbum A Change Of Seasons) e “Octavarium” (do álbum Octavarium) do Dream Theater, que é dividida em sete e cinco partes, respectivamente; e “Through the Looking Glass” (três partes), “The Divine Wings of Tragedy” (sete partes) e “The Odyssey” (sete partes) do Symphony X;
  • Composição feita de várias peças, estilo “manta de retalhos”. Bons exemplos são: “Supper’s ready” do Genesis no álbum Foxtrot e o álbum Thick as a Brick do Jethro Tull;
  • Harmonias feitas com base em tríades, utilizando progressões não tão usuais, o progressivo (com algumas exceções, como o grupo de Rock Progressivo Soft Machine) não utilizam acordes com sonoridades dissonantes, como feito na Bossa Nova e no Jazz;
  • Uma peça que permite o desenvolvimento musical em progressões ou variações à maneira de um bolero. “Abbadon’s Bolero” do trio Emerson, Lake & Palmer, “King Kong” do álbum Uncle meat de Frank Zappa são bons exemplos.

História

O rock progressivo foi tocado pela primeira vez no final dos anos 1960, no entanto, se tornou especialmente popular no início da metade dos anos 1970. No final dos anos 1960, algumas bandas – geralmente da Inglaterra – começaram a experimentar formas de músicas mais longas e complexas pois os jovens músicos daquela geração estavam vivendo a “contracultura” que rompia com a cultura pop e hippie, ao passo que as gravadoras concediam liberdade de criação aos artistas contribuindo para um leque ilimitado de possibilidades em estúdio. O termo “rock progressivo” foi cunhado pela imprensa nos anos 1970 pela necessidade jornalística de atribuir rótulos ao escrever matérias e resenhas.

Inicialmente chamado de “pop progressivo”, o estilo era uma consequência de bandas psicodélicas que abandonaram as tradições pop padrão em favor de instrumentação e técnicas de composição mais frequentemente associadas ao jazz, folk ou música clássica. Elementos adicionais contribuíram para seu rótulo “progressista”: as letras eram mais poéticas, a tecnologia era aproveitada para novos sons, a música aproximava-se da condição de “arte”, e o estúdio, não o palco, tornou-se o foco da atividade musical, muitas vezes criando música para ouvir em vez de dançar.

Abaixo está uma pequena discografia selecionada para quem busca saber mais sobre prog (existem muitos outros discos excelentes, as indicações abaixo são só pra começar a curtir), bem como uma playlist com alguns dos maiores clássicos do estilo:

  • King Crimson – In the Court of the Crimson King (1969)
  • ELP – Emerson, Lake & Palmer (1970)
  • Van der Graaf Generator – H to He Who Am the Only One (1970)
  • Yes – The Yes Album (1971)
  • Caravan – In the Land of Grey and Pink (1971)
  • Genesis – Nursery Crime (1971)
  • Yes – Fragile (1971)
  • ELP – Tarkus (1971)
  • Jethro Tull – Aqualung (1971)
  • Pink Floyd – Meddle (1971)
  • Van der Graaf Generator – Pawn Hearts (1971)
  • Genesis – Foxtrot (1972)
  • Premiata Forneria Marconi – Storia di un minuto (1972)
  • Yes – Close to the Edge (1972)
  • Jethro Tull – Thick as a Brick (1972)
  • Gentle Giant – Octopus (1972)
  • ELP – Brain Salad Surgery (1973)
  • King Crimson – Lark’s Tongues in Aspic (1973)
  • Genesis – Selling England by the Pound (1973)
  • Pink Floyd – The Dark Side of the Moon (1973)
  • King Crimson – Red (1974)
  • Supertramp – Crime of the Century (1974)
  • Camel – Mirage (1974)
  • Yes – Relayer (1974)
  • Genesis – The Lamb Lies Down on Broadway (1974)
  • Pink Floyd – Wish You Were Here (1975)
  • Mike Oldfield – Ommadawn (1975)
  • Camel  – The Snow Goose (1975)
  • Van der Graaf Generator – Godbluff (1975)
  • Rush – 2112 (1976)
  • Camel – Moonmadness (1976)
  • Pink Floyd – Animals (1977)
  • Rush – A Farewell to King (1977)
  • Rush – Hemispheres (1978)
  • Pink Floyd – The Wall (1979)
  • King Crimson – Discipline (1981)

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Trilheiros

Me mudei para Lindóia a um ano e 5 meses. Um lugar tranquilo, sossegado e muito bonito. Poucos habitantes e… sem muito o que fazer, a não ser trabalhos remotos.

Cidade pertencente ao Circuito das Águas de São Paulo (Águas de Lindóia, Lindóia, Serra Negra, Socorro etc.).

Tive o grande prazer de conhecer, através da minha senhora, um pessoal muito bacana, que faz parte de um time de trilheiros: Trilheiros das Serras.

E com eles, conheci os prazeres e as dores de se fazer trilhas….  Dores pra mim, é claro, que não sou mais Xóvem…. Estou na faixa Sexy……. Sexyssagenário!!!

Para eles, serão, sempre, aventuras deslumbrantes…. e são mesmo!

Pretendo, à medida que eu for participando das trilhas, escrever crônicas sobre as minhas aventuras… ou seriam desafios? Quem sabe peripécias ou passos desastrosos… bem, o futuro nos dirá!! De qualquer jeito, contarei sempre com a ajuda da minha senhora, e com o Toninho, um xóvem sensacional e nosso guia mor!!!!

Por hora, vou apresentar a minha primeira crônica, para apresentar, quiçá, o desastroso trilheiro… ou seja, eu!

CrônicaO Épico Desastrado de um Trilheiro

Quanto mais se reza…

Era um sábado de manhã ensolarado, e Carlos, um trilheiro entusiasmado por natureza — e desastrado por vocação —, decidiu que era o dia perfeito para conquistar aquela trilha famosa, conhecida tanto por suas vistas estonteantes quanto por sua capacidade de fazer qualquer GPS chorar de confusão.

Equipado com uma mochila que parecia mais um showroom ambulante de uma loja de artigos esportivos, Carlos iniciou sua jornada. A mochila estava recheada de todos os gadgets imagináveis: bússola, mapa, GPS (que ele suspeitava ser um modelo treinado exclusivamente em labirintos), barras de cereal que mais pareciam pedras nutritivas e, claro, uma câmera para registrar cada tropeço — digo, passo — da aventura.

Os primeiros metros foram gloriosos. O sol brilhava, os pássaros cantavam e Carlos se sentia o próprio Indiana Jones em busca do templo perdido. Mas como todo bom filme de aventura tem seus percalços, não demorou muito para as coisas começarem a desandar.

Ao tentar atravessar um riacho supostamente raso, Carlos descobriu que “raso” era um conceito muito relativo. Com uma elegância de um hipopótamo em patins, ele escorregou e realizou uma performance aquática digna de um espetáculo de nado sincronizado, só que completamente involuntário. A mochila à prova d’água, felizmente, fez jus ao nome, salvando seus snacks petrificados e eletrônicos.

Secando-se ao sol, e já um pouco menos digno, Carlos seguiu viagem. Ignorou o GPS que teimosamente insistia para que ele “fizesse um retorno legal” em plena mata fechada e decidiu confiar no velho e bom método de seguir o sol. Isso, claro, até se dar conta de que o sol estava quase a pino e, portanto, um guia tão útil quanto um semáforo no meio do deserto.

Depois de algumas horas, a trilha que deveria ser clara e bem marcada começou a se parecer mais com um teste de Rorschach. Aqui, um parêntese (Lito também é cultura):

O teste de Rorschach é uma técnica de avaliação psicológica conhecida como um teste projetivo. Ele foi desenvolvido pelo psiquiatra suíço Hermann Rorschach e é utilizado para analisar a personalidade e o funcionamento emocional dos indivíduos. No teste, os participantes são apresentados a uma série de manchas de tinta simétricas, geralmente em uma folha de papel, e são solicitados a descrever o que veem.

Em um momento de iluminação, Carlos decidiu seguir uma borboleta que, segundo ele, “parecia saber para onde estava indo”. Não sabia. Resultado: mais duas horas perdido, conversando com árvores e pedindo direções para um esquilo que claramente tinha mais compromissos do que ele.

Ao final, exausto, sujo e com metade das barras de cereal intactas — porque decididamente eram intragáveis —, Carlos encontrou o caminho de volta. Não havia conquistado o pico da montanha, mas certamente conquistou uma história épica de sobrevivência, ou pelo menos de persistência, para contar. E quem sabe, na próxima vez, ele poderia até levar um GPS que não fosse adepto do surrealismo.

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