Julio César

Julio César (100-44 a.C) foi  um general romano que ganhou fama no primeiro século antes de Cristo por conquistar o que hoje é a França, a Bélgica e o oeste da Alemanha. Vini, Vi, Vinci!

O Senado romano, sob a liderança de Pompeu, Sentia-se ameaçado pela crescente popularidade de César e ordenou-lhe que desmobilizasse seu exército. César se recusou. Decidido a rumar para o monte Capitólio, atravessou o rio Rubicão – Alea Jacta Est (a sorte esta lançada) – o ponto decisivo, depois do qual não havia mais possibilidade de voltar – e iniciou uma guerra civil. Perseguiu seus inimigos por toda a Europa até o Egito, onde soube que Pompeu havia sido assassinado. Antes de deixar o Egito, César se apaixonou por Cleópatra e a nomeou rainha. De volta a Roma, passou a governar  como ditador. César foi assassinado nos idos (nome do 15º dia do mês) de março de 44 a.C. por conspiradores, entre os quais estava seu melhor amigo, Bruto.

Lendas incontáveis cercam a figura de César. Aos 20 e poucos anos, foi capturado por piratas no Mediterrâneo oriental.  Depois de ser resgatado por seus homens, recrutou um pequeno exército entre os chefes locais, prendeu os piratas e mandou crucificar todos eles.

Anos depois, em 62 a.C., estando César em plena carreira política em Roma, estourou um escândalo. Um patrício chamado Públio Clódio foi surpreendido numa cerimônia religiosa em que era proibida a entrada de homens. A cerimônia ocorria na casa de César, e logo se espalhou o boato de que Clódio estava lá por estar tendo um caso com a esposa dele, Pompéia. César sabia que esses rumores não tinham fundamento e negou tudo. Mas ainda assim se divorciou de Pompéia, dizendo que sua mulher e sua família deviam estar acima de qualquer suspeita.

César foi declarado ditador pelo Senado, em meio à guerra civil contra Pompeu. Era um período de crise, e o líder podia exigir poderes absolutos, emergenciais. Mas a emergência nunca passou, e a Republica não foi restaurada.

César governou como ditador, mas insistia em manter a aparência de que consultava o Senado – com o apoio de seus partidários – e de que respeitava as tradições republicanas. Nos derradeiros anos de vida, porém, tornou-se um tanto imprudente, permitindo que os súditos asiáticos o cultuassem como a um deus e cunhando moedas com sua imagem. Era a primeira vez que um romano gozava de tamanhas honrarias ainda em vida. As moedas traziam a inscrição “Ditador Perpétuo”. Acreditá-se que essas honrarias gratuitas tenham alimentado o ressentimento contra César, que culminaria em sua queda e morte.

Interessante salientar que, antes de César ser o ditador de Roma, ele e Pompeu eram parentes e amigos. Isso ocorreu no chamado primeiro Triumvirato. Foi uma aliança política informal estabelecida na República Romana, entre Júlio César, Pompeu, o Grande e Marco Licínio Crasso.

No início, aparentemente, nada havia a unir estes três homens: Júlio César, acabado de ser eleito cônsul, era um advogado brilhante mas um out-sider político; Pompeu era extremamente popular junto dos cidadãos dado às suas conquistas militares, mas desprezado pela classe senatorial pela falta de sangue azul da sua família; Crasso era considerado o homem mais rico de Roma, mas ao qual faltava influência política. Uma vez que César não tinha aliados políticos, Pompeu não conseguia obter terras de cultivo para os veteranos das suas legiões e Crasso não era levado a sério na sua ideia de conquistar o Império Parto (atual Irã), os três juntaram-se para unir esforços.

Ao contrário do segundo triunvirato, este acordo era informal e não continha nenhum valor jurídico. A única transação efetuada foi a de Júlia Cesaris, filha de César, que se tornou mulher de Pompeu num casamento que haveria de se revelar feliz.

Durante o seu consulado, César legislou terras para os soldados de Pompeu, apesar de forte contestação da facção conservadora do senado, e leis que favoreciam os negócios de Crasso. Em troca, obteve o apoio de Pompeu para conseguir a governação da Gália e iniciar a conquista de toda a região (Guerras Gálicas). Pouco depois, Pompeu e Crasso foram eleitos cônsules em parceria e prolongam o poder de César na Gália por mais cinco anos. Crasso assegurou ainda os fundos e legiões para a tão desejada campanha persa.

No ano seguinte, a morte de Júlia enfraqueceu a relação entre Pompeu e César e, pouco depois, Crasso foi morto pelos partos na Batalha de Carrhae. Sem mais nada a uni-los, Pompeu e César desfazem a aliança e transformam-se em inimigos.

3 Comentários

Arquivado em História

3 Respostas para “Julio César

  1. qual o conceito de imperador ou ditador, na Roma antiga?(mais precisamente no governo de julio cesar)

    • Hummmm!!!???!!! Precisaria pesquisar mais, mas acho que, na antiga Roma, o Imperador permitia o funcionamento do Senado, o famoso Senado Romano, onde o próprio Julio César foi morto… “Tu quoque, Brute, fili mi? (Até tu, Brutus, meu filho?)”. Já na ditadura, o Senado foi fechado….
      Mas vou pesquisar mais….
      Abs.
      Lito

    • Olha o que eu achei:
      “Na verdade, Júlio César foi o último governante da República de Roma, como cônsul e, posteriormente, ditador. O primeiro governante a utilizar o termo imperador, no sentido de chefe supremo do Estado romano, abrangendo suas províncias, foi Augusto, sucessor de César. É a sagração de Augusto, em 27 a.C., que dá início ao Império Romano.

      No entanto, vale a pena ressaltar que durante a República (509 a.C. a 26 a.C.) o termo latino “imperator” era usado para designar os comandantes militares romanos, derivando do verbo “imperare”, que significa “dar ordens”, “mandar”. Nos desfiles triunfais, as legiões saudavam seus comandantes chamando-os de “imperator” e, nesse sentido, sim, a palavra se aplica a Júlio César.”

      E Mais:

      “Dictator (latim para “ditador”) era o mais alto magistrado extraordinário na República romana, embora o nome provém de dic (de dico), há dúvidas se o título faz referência ao modo de sua nomeação ou ao seu poder. Também era chamado de Praetor Maximus e Magister Populi.

      O dictator era geralmente nomeado em circunstâncias de perigo extraordinário, seja por inimigos estrangeiros ou sedição interna, eventos frequentes segundo os primeiros livros de Lívio que também nos informa sobre os seguintes propósitos do Dictator:

      -Para afixar o clavus annalis no templo de Júpiter em épocas de pragas ou discórdias civis (Dictator clavi figendi causa).
      -Para assegurar comitias ou as eleições, na falta de cônsules.
      -Para apontar feriados (feriarum constituendarum causa) na aparição de prodígios e oficiando no Ludi Romani se o pretor não puder comparecer
      -Realizar julgamentos (quaestionibus exercendis)
      -Para preencher vagas no senado, neste caso há dois ditadores, um para o estrangeiro e outro local, este último sem um magister equitum (mestre da cavalaria).”

      (Clavus annalis na Roma Antiga, era uma cerimônia onde um cônsul, praetor ou o ditador afixavam um prego (clavus) no Templo de Júpiter como forma de marcar o início do ano.

      Embora ambos Lívio e Festo afirmarem que se tratava de uma forma de contar os anos é impossível determinar com certeza se a cerimônia era originalmente um ritual de purificação ligado ao início do ano consular, embora seja possível que este pode ter sido o caso.)
      Lito.

Deixe um comentário